A melhor idéia de toda a história republicana do Brasil
Juiz propõe peso maior para voto de escolarizados
De Felipe Bachtold na Folha de S. Paulo:
Revoltado com o sistema eleitoral brasileiro, o juiz eleitoral Mateus Milhomem de Sousa, 37, da cidade de Aurilândia (156 km de Goiânia), deu sugestões para melhorias no modelo político do país em plena sentença sobre a cassação de um prefeito.
Sua proposta inclui uma fórmula para diminuir o peso político de eleitores com baixa escolaridade nas eleições. Também defendeu a proibição de políticos sem estudo de se candidatar a cargos públicos.
"Os candidatos a serem escolhidos não mais seriam aqueles com mais votos, mas sim os com mais pontos", sugeriu. O processo se referia ao pedido de cassação do prefeito de Palminópolis, João Adélcio Alves (PSDB), acusado de compra de votos. Ele foi absolvido.
Os pontos seguiriam uma escala entre o eleitor analfabeto (um ponto) até o com doutorado (sete pontos). Para Sousa, a pontuação seria benéfica porque estimularia o eleitor a estudar e a exigir mais do governo.
Ele preferiu não opinar sobre a falta de curso superior do presidente Lula.
De Felipe Bachtold na Folha de S. Paulo:
Revoltado com o sistema eleitoral brasileiro, o juiz eleitoral Mateus Milhomem de Sousa, 37, da cidade de Aurilândia (156 km de Goiânia), deu sugestões para melhorias no modelo político do país em plena sentença sobre a cassação de um prefeito.
Sua proposta inclui uma fórmula para diminuir o peso político de eleitores com baixa escolaridade nas eleições. Também defendeu a proibição de políticos sem estudo de se candidatar a cargos públicos.
"Os candidatos a serem escolhidos não mais seriam aqueles com mais votos, mas sim os com mais pontos", sugeriu. O processo se referia ao pedido de cassação do prefeito de Palminópolis, João Adélcio Alves (PSDB), acusado de compra de votos. Ele foi absolvido.
Os pontos seguiriam uma escala entre o eleitor analfabeto (um ponto) até o com doutorado (sete pontos). Para Sousa, a pontuação seria benéfica porque estimularia o eleitor a estudar e a exigir mais do governo.
Ele preferiu não opinar sobre a falta de curso superior do presidente Lula.

Este juiz que me perdoe, mas esta idéia também já passou pelo meu crivo e acredito tê-la manifestado em algum impresso brasileiro, o que não vem ao caso tal comprovação. Uma votação ponderada e não obrigatória pode não ser um modelo ideal, mas supera, e muito, o vigente.
ResponderExcluirTive também outras idéias, pois ai do louco que não pensa, e que torno público para elocubrarmos juntos:
Pitacos e Devaneios para uma Reforma Política
O processo eleitoral adotado no Brasil não é democrático. Para que atingisse este fim proponho uma reforma nos moldes a seguir, bem como a abolição da obrigatoriedade do voto.
Existência de um ano eleitoral, apenas. Que esse ano eleitoral ocorra em todos os níveis políticos, de quatro em quatro anos, com preferência ao ano múltiplo de quatro.
Os candidatos, além de pertencerem a um partido, deverão estar enquadrados numa escolaridade mínima: Vereadores, ensino Fundamental; prefeitos e deputados ensino Médio; demais, ensino Superior, sendo que os candidatos à presidência devessem dominar a Língua Inglesa. (Se for pra ajudar o Brasil até eu posso aprender)
Alguns pré-requisitos ainda devessem ser observados para a posse: Idade mínima de dezesseis anos para ser vereador, obtendo a maioridade com a diplomação. Para se candidatar a prefeito ou deputado estadual, deverá o candidato ter sido vereador.
Para se canditatar a deputado federal, deverá o candidato ter sido deputado estadual. Para se candidatar a governador ou presidente, deverá o candidato ter sido prefeito. Será vedado repetir mandato consecutivamente em mesmo cargo, salvo por outro Município ou Estado.
Como votar ficou muito fácil, devido à informatização, a votação se fará em três épocas, o que proporcionará aos candidatos derrotados numa fase participarem de outra.
Em janeiro e fevereiro dar-se-á a Campanha Eleitoral pra Presidente e, no primeiro domingo de Março a ida às urnas.
Não haverá limites para inscrições, podendo, inclusive, cada partido participar com a quantidade de candidatos que julgar necessária.
O primeiro colocado nas votações será o Presidente; o segundo o Vice-Presidente; os dois primeiros de cada Estado serão Governador e Vice-Governador; na quantidade suficiente para os cargos de Ministros os partidos elegem seus nomes, dentro dos votados restantes, obedecendo a quantidade de votos de cada partido, ou seja, o partido mais votado escolhe uma pasta para seu primeiro nome dando a vez para o segundo colocado, assim sucessivamente e reiniciando o processo até conclusas que sejam as vagas; a seguir, em número de dois por estado, será composto a Câmara Presidencial. A Câmara Presidencial é em substituição ao antigo Senado Federal e, além de defender os seus Estados de origem deverão dar suporte aos documentos emanados pelo Presidente da República. Seria uma espécie de Conselho Consultivo e seus membros seriam Senadores.
O restante dos votados, em quantidade suficiente, constituiria um corpo de suplência para fornecimento de nomes à Câmara Presidencial e Corpo de Ministros, com a metade da remuneração de um senador. Tais suplentes não teriam gabinete e fariam expedientes ou nos ministérios ou na Câmara Presidencial.
Após a diplomação, ocorrida no 3º domingo de março de todos os cargos acima, iniciar-se-á a campanha para deputados federais, com participação, inclusive, daqueles que não foram diplomados no pleito anterior.
No primeiro domingo de Junho dar-se-á o sufrágio para deputados federais, com a novidade de que poderão receber votos em quaisquer dos esaodos brasileiros, diferentemente do que ocorria até então. Os quinhentos primeiros serão os deputados federais eleitos.
Em quantidade estipulada pela Constituição da República retirar-se-á do restante os deputados estaduais, obedecendo a classificação dentro de cada unidade da federação.
O Corpo de Suplência Federal retirar-se-á a seguir com a quantidade de duzentos e cinqüenta membros, sendo que darão expediente na Câmara Federal.
O secretariado de cada Estado deverá ser escolhido pelos partidos, no mesmo molde já descrito para os ministérios.
A suplência dos deputados estaduais dar-se-á a seguir com o número de metade dos eleitos; sendo que dará expediente, com a metade do vencimento dos titulares, nas referidas Assembléias.
No terceiro domingo do mês junho os candidatos serão diplomados e os que não o forem estarão liberados para o último pleito do ano eleitoral.
No nível municipal encerrar-se-á o ano eleitoral de votações, que acontecerá no último domingo de setembro.
O primeiro colocado será o prefeito.
O segundo colocado será o vice-prefeito.
O secretariado será atendido aos interesses dos partidos.
Proporcional ao município os vereadores serão, a seguir, colocados.
Em igual número de vereadores será a suplência.
Nestes moldes alguém no poder sempre terá tido a vontade do povo.
Viu como é simples e democrático?
A inteligência do Aristeu ainda vai provocar um "piti" na tigrada que vive de comprar votos e consciências.
ResponderExcluirBrincadeiras à parte, alguma coisa precisa mesmo ser feita, pra mudar esse circo de horrores. Inclusive impedir que aquele que tem pendências com a Justiça Criminal sequer possa se filiar a partido político.
O país não pode continuar à mercê de gente desqualificada (em todos os sentidos). Gente que não consegue entabular uma convivência, no mínimo razoável, com a língua portuguesa, não pode cuidar dos destinos da população.
E também não dá mais pra aturar senador biônico, que legisla sem ter recebido um voto sequer (nem comprado!!!).
Se pensarmos nessas idéias aí de cima (incluíndo as do "excelentíssimo" juiz) dificilmente estados pouco populosos teriam representantes nos nossos colégios federais ou na presidência do nosso país. Não tenho estatísticas, mas duvido que haja número suficiente de votantes nos estados do norte para concorrer com o quantitativo do sul e sudeste. Imagine se houver ponderação por escolaridade nos moldes da inusitada sugestão do juiz.
ResponderExcluirAlguns critérios tornaria o sistema bem mais preconceituoso do que já é. Se "pendências com a Justiça Criminal" NÃO significar a situação do cidadão julgado e condenado em última instância e com pena ainda por cumprir, taí um exemplo.
Falar bem a lingua pátria é importante, mas não essencial. Ainda mais quando todos já te entendem quando você fala. Penso. Conhecimento não é sinônimo de sabedoria. O juiz da materia pode ser lembrado aqui. Para ser juiz é necessário muito conhecimento. No entanto, nos parece que os padrões de sabedoria no processo eletivo do qual ele participou ou foram baixos ou limitados. Posso estar sendo pouco sábio aqui, pois não tenho conhecimento de todos os dados que levaram o juiz a tal conclusão.
Qualquer solução para um sistema tão grande e complexo, deve ser bem estudada. Para tanto, neste caso, o conhecimento é muito importante. Tanto quanto a sabedoria. Difícil? Pois é. Se fosse fácil já estaria resolvido. :-)