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Fechado para balanço

Aristeu Nogueira Soares

Meu caixa apresenta uma cor bem vermelha no somatório anual. Obtive realizações neste ano, mas ainda não obtive a almejada prosperidade. Também não ambiciono, mas tê-la para repartir com o próximo é um sonho antigo, embora divida o pouco.

Primeiro ano de aposentado e trabalhei duro na edificação de minha moradia. Duro mesmo, pois me tornei servente de pedreiro. O que me esgotou foi ser dono da obra. Quando pequeno recusei ser servente e, agora, tive que cumprir tal carma. Dizem que fiquei sarado, mas acredito mais em descaimento.

Meus leitores aumentaram e, pensando neles, procuro conter minhas amarguras. Por falar nisso o Edilvo Mota aparenta estar revoltado, mas a consciência permanece lúcida e limpa. Eu também fiquei perplexo com o resultado das urnas araguarinas onde Edilvo conseguiu menos de meio milhar de votos. Sem ele no Poder, fica difícil desejar Saúde à Araguari no Ano Novo.

O Peron Erbetta, por falar em saúde, anda esnobando após renascer das cinzas. Seu trabalho profícuo no Blog “Ponto de Vista” tem arrebatado fãs e prêmios, além da versatilidade de amarrar encontros de personagens que podem mudar a história do município.

A Vera Vilela é o bicho, demonstra sua amargura por escrito, mas num jeito sutil que encoraja a todos os descrentes. Acho que não cai porque está cercada dos amigos animais. Hoje em diante, nas minhas orações, citarei seu nome ao Senhor como Vera Noé de Assis.

Por falar em bichos, neste ano, tive decepções fortes com veterinários. Cheguei a bradar que recebiam como médicos e trabalhavam como coveiros, mas peço perdão. Existem momentos que nem Deus escapa da nossa ira.

Tenho vários outros amigos virtuais, como o editor deste espaço, que me querem bem, mas quero ressaltar outro – O pai do Leontino! O Leontino é um raro competente funcionário público das bandas de Brasília. Acostumou-se a ler o Portal e imprime meus relatos para o pai. O pai é um leitor criterioso, exigente e conhecedor do vernáculo pela raiz. Ele insiste em pedir minhas crônicas ao filho. Muito me encoraja e envaidece.

Pela simpatia do pai do Leontino, na virada do ano, além de escrever, vou comer lentilhas, nozes e avelãs; varrer a casa de fora pra dentro; pular com o pé direito; comer sete sementes de romã e pô-las secas na carteira, usar roupa branca e até levar flores pra Iemanjá, na madrugada, sem que se saibam aqueles que excomungam sempre!

Nota do blog:
Esse texto foi enviado no dia 28 de dezembro. Atrapalhado com a correria de final de ano, esqueci-o em minha caixa de mensagens. Peço desculpas ao Aristeu.

5 comentários:

  1. Pois não, chefe!

    Obrigado pela sua colaboração enriquecedora ao JORNAL DE ARAGUARI.

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  2. Eita, Aloísio, aproveitou o título da minha crônica e fechou para balanço!

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  3. Amigo Aristeu,

    Fiquei revoltado sim, com o resultado das eleições para vereador.

    Não simplesmente pelo fato de não ter sido eleito (isso faz parte do jogo e seria cretinice minha pensar que tinha vaga garantida).

    Me revoltei, sim, com a avalanche descarada de votos comprados/vendidos e com a trairagem cínica de alguns.

    Quanto à gestão da Saúde, em momento algum me coloquei como postulante ao cargo, que honrosa e eticamente já exerci (sem indicação nem pressão de grupos), sobretudo com rigoroso respeito às pessoas e ao dinheiro público.

    Depois da corporativa briga de foice pelo cargo, é lastimável assistir à inépcia, ao despreparo, à falta de autoridade e de respeito com os servidores da saúde.

    Por essas e outras é que o SUS agoniza.

    E a gestão pública continua clamando por gente preparada, independentemente da orientação política ou da cor da roupa que veste.

    No mais, obrigado pela menção. Vindo de gente do seu nível, tem peso ainda maior.

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  4. Caro Edilvo,

    Há quase nove anos um amigão meu iniciava sua caminhada política para a Câmara em Araguari e perdeu, pendenco inclusive uma outra próxima em que ficou entre os cinco mais bem votados. Foram necessários três pleitos para que o seu reconhecimento viesse. Tenho fé de que ele vai mostrar como é que se faz política limpa.

    Naquele primeito embate, após a apuração dos resultados, enviei-lhe uma missiva e que hoje a mesma "carapuça" serve pra você também:

    Brasília-DF, 03 de outubro de 2000.

    Meu Caro Amigo Evaldo,

    Quero parabenizá-lo pelo desempenho demonstrado nas respostas das urnas. Cara, foi muito expressivo e o número de amigos ocultos e desinteressados é uma parcela gigantesca a ser considerada, como fica impossível determinar estas pessoas é mister que você lute por todo araguarino. Faltaram sete votos apenas para que o barco de nome ARAGUARI ganhasse um reforço oficial, mas isto não impede que o que a partir de hoje você participe das reuniões na Câmara e levante sua voz em tribuna, no meio do povo, nas filas injustas e na condução de destinos irmãos que dependem de alguém com discernimento e correção. Você deixou de vencer porque entraste neste mundo "sórdido" como um relâmpago. Volto a insistir que o resultado, injusto para as verdadeiras aspirações de um coração limpo, é fenomenal. Cristo, nosso rei, se preparou trinta anos para uma vida pública de um triênio e o fim, dependendo de pontos de vista divergentes, foi a glória e ao mesmo tempo o maior fracasso da humanidade. Ele começou com apenas doze correligionários e você com mais de oitocentos. Você precisa desenvolver oratória, porque é nisso que as palavras dEle nunca passarão, mas pode ter a certeza que apenas a tua presença física e o teu olhar meigo pode quebrantar a dureza de corações desesperançados.


    Talvez eu tenha uma grande parcela de culpa pela tua vitória adiada, pois cheguei a pegar dispensa na semana do pleito mas fatos de natureza inadiáveis me prenderam à Capital. Perdão, mas com a convicção de que o Regente Maior nos prepara uma grandiosa festa, olho o horizonte com um sorriso aberto.


    Sei que foste colocado à prova e tua retidão afugentou as aves agourentas e de rapinas da política nada ética.


    Encerrando, somos muitos os de caráter desfigurados e outros tantos com o grito de "BASTA" sufocado; então, ensine-nos com o teu jeito silencioso e o exemplo paulatino a busca da fraternidade UNIVERSAL.

    ARISTEU NOGUEIRA SOARES

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